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As
contradições
do
mestre
Se
você
encontrar
um
homem
muito
consistente, evite-o,
porque
isso
significa
que
ele
está
tão
somente
filosofando.
Ele
ainda
não
experimentou
coisa
alguma,
não
é
um
homem
sincero.
Um
homem
sincero
é
aquele
que
simplesmente
diz o
que
é o
caso
– se aquilo o contradiz, se aquilo é consistente
ou
inconsistente,
não
faz
diferença.
Lembre-se da
definição
zen
da
verdade:
“Verdade
é
aquilo
cuja
contradição
é
também
verdade.”.
Assim,
um
homem
de
sinceridade
tem de
ser
paradoxal.
E é
aí
que
nos
perdemos. Se
você
encontra
paradoxos,
fica pensando: “Esse
é
um
homem
inconsistente;
como
pode
ser
verdadeiro?”.
Você
tem uma
idéia
de
que
a
verdade
precisa
ser
consistente – e
isso
o impede de
encontrar
budas.
E
você
cai no
laço
dos
lógicos,
dos filósofos, dos
pensadores.
Um
buda
é basicamente,
fundamentalmente,
tacitamente,
paradoxal
–
porque
vê
a
verdade
em
sua
totalidade.
E a
totalidade
é
paradoxal.
A
verdade
é
ambos:
dia
e
noite;
amor
e
meditação.
A
totalidade
é
ambos:
isto
e
aquilo;
visível,
invisível.
A
totalidade
é
tanto
nascimento
quanto
morte,
e
nenhum
dos
dois.
Totalidade
significa
que
a
coisa
toda
é
tão
complexa
que
você
não
pode
fazer
nenhuma afirmação consistente a
respeito.
Você
tem de
ficar
se contradizendo.
Se
você
puder
encontrar
um
homem
de
contradições,
pode
ser
que
esteja
perto
de
alguém
que
sabe.
Verdade
é
aquilo
cuja
contradição
é
também
verdadeira. Procure
pela
sinceridade
através
do
paradoxo...
Ele
é
tão
sincero
que
está
pronto
para
se
tornar
inconsistente.
Sua
sinceridade
é
tal
que
ele
está
pronto
para
ser
chamado de
louco.
Sua
sinceridade
é
tal
que
ele
não
tenta
convencê-lo
através
da
lógica.
Ele
não
é
um
vendedor.
Ele
não
está
preocupado
em
convencê-lo.
Ele
apenas
declara o
que
for
caso
– se
você
fica
convencido
ou
não,
é
com
você.
Ele
não
está, de
maneira
alguma, interessado
em
forçar
qualquer
coisa
sobre
você.
Ele
está
pronto
para
ajudar,
não
para
coagir.
Osho, Take
it Easy, V2, #1
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