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Culpa
A
culpa
é
parte
da
mente
egocêntrica;
ela
não
é
espiritual.
As
religiões
a exploram,
mas
ela
nada
tem a
ver
com
espiritualidade.
A
culpa
simplesmente
lhe
diz
que
você
poderia
ter
feito
diferente.
Trata-se de
um
sentimento
do
ego,
como
se
você
não
fosse impotente,
como
se
tudo
estivesse
em
suas
mãos.
Nada
está
em
suas
mãos.
Você
próprio
não
está
em
suas
mãos.
As
coisas
estão acontecendo,
nada
está sendo
feito.
Uma
vez
entendido
isso,
a
culpa
desaparece. Algumas
vezes
você
pode
chorar
e se
lamentar
por
algo,
mas
no
fundo
você
sabe
que
aquilo
tinha
de
acontecer,
porque
você
é impotente, uma
parte
de uma
enorme
totalidade
– e
você
é uma
parte
muito
minúscula.
É
como
quando
existe uma
folha
em
uma
árvore,
vem
um
forte
vento
e a
folha
se separa da
árvore.
Agora
a
folha
pensa
em
mil
e uma
coisas
–
que
poderia
ter
sido de uma
outra
maneira,
e
não
dessa
maneira,
que
essa
separação
poderia
ter
sido evitada. O
que
a
folha
poderia
fazer?
O
vento
era
forte
demais.
A
culpa
lhe
dá uma
noção
errada de
que
você
é
poderoso,
de
que
você
é
capaz
de
fazer
tudo.
A
culpa
é a
sombra
do
ego:
você
não
podia
mudar
a
situação
e está se sentindo culpado a
respeito.
Se
você
a
investigar
profundamente,
perceberá
que
você
era
incapaz,
e
toda
a
experiência
o ajudará a se
tornar
menos
egocêntrico.
Se
você
ficar
observando o
formato
que
as
coisas
tomam, as
formas
que
surgem e os
acontecimentos
que
se desenrolam, aos
poucos
abandonará o
seu
ego.
O
amor
acontece – a
separação
também.
Nada
podemos
fazer
a
esse
respeito.
Isso
é o
que
chamo de uma
atitude
espiritual:
quando
você
entende
que
nada
pode
ser
feito,
quando
entende
que
você
é
apenas
uma
minúscula
parte
de uma
tremenda
vastidão.
Osho, AboveAll Don´t Wobble, # 19
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