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A
arte da grata aceitação Uma
vida que não conhece a tristeza, as lágrimas, permanece pobre. A vida
precisa conhecer uma variedade enorme de experiências para tornar-se
rica. Quanto mais você conhecer diferentes aspectos da existência e
ainda assim continuar inteiro e centrado, mais a sua vida se enriquecerá
a cada momento, a cada dia. Olhe
sempre para a vida como um processo dialético. Nesta vida, a noite traz
o dia. Nesta vida, a morte traz uma nova vida. Nesta vida, a tristeza
traz uma nova alegria. Nesta vida, o vazio traz um novo preenchimento.
Tudo está em conexão... tudo é parte de um todo orgânico. Nós
criamos os problemas por dividir as coisas. Aprenda a arte de não
dividir, e simplesmente continue alerta, vigilante, apreciando o que
quer que a vida lhe proporcione. Apenas
lembre-se de uma coisa: aceitar tudo que a vida lhe dá. Se ela lhe dá
escuridão, aprecie isso, dance sob as estrelas da noite escura,
lembrando-se de que cada noite não é nada mais do que o útero para um
novo alvorecer, e que cada dia irá novamente descansar na escuridão da
noite. Quando
é outono e as árvores ficam nuas e todas suas folhas caem, observe as
velhas folhas voando ao vento, quase dançando. E as árvores, nuas, têm
a sua própria beleza e, contrate com o céu; mas elas não irão
continuar nuas para sempre. As velhas
folhas tiveram que cair apenas parta dar lugar às novas folhas,
às novas flores. A
existência continua a renovar a si mesma a todo momento. Você deveria
manter-se sintonizado com a existência; nunca peça por nada diferente. Esta é a raiz básica da miséria: quando é noite, você chora pelo dia; quando é dia, você chora pelo repouso da noite. Então a vida torna-se uma miséria, um inferno. Você
pode torná-la um paraíso apenas por aceitar o que quer que lhe seja
dado, com um coração agradecido. Não julgue se é bom ou mau. Sua
gratidão transformará tudo em uma bela experiência, aprofundará sua
consciência, elevará o seu amor e fará de você uma bela flor com
muita fragrância. Aprenda
apenas a arte de uma grata aceitação. Buda chamava a isso de
filosofia do assim é; não importa o que for, aceite isso como a própria
natureza da realidade. Nem mesmo imagine ir contra. Nunca vá contra a
corrente; apenas siga o rio onde quer que ele o leve.
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