Assim, minha ênfase é para primeiramente dissolver sua divisão interna, fazê-lo tornar-se um – uma unidade. A menos que você se torne um, nada pode ser feito. A primeira coisa é como dissolver sua neurose.

   Dessa forma, minha técnica aceita a sua neurose como ela é e tenta liberá-la. Minha técnica basicamente começa com uma catarse. O que quer que esteja escondido deve ser liberado. Você não deve continuar reprimindo: de preferência, escolha a expressão como caminho. Não se condene. Aceite o que você é, porque toda condenação cria divisão.

    Simplesmente por condenar, nada é destruído.

    (...)

   O sexo existe: não o condene. Aceite-o. não crie uma divisão em seu ser, entre as partes do seu ser. A raiva existe: aceite-a. A ambição existe, ou seja o que for: aceite. Eu não digo “seja ambicioso”. Bem ao contrário, no momento em que você aceita, você vai além, porque a aceitação cria uma unidade. E quando você está internamente unido, você tem a energia para ir além.

   Quando você está dividido internamente, sua energia está lutando com ela mesma: ela não pode ser usada para nenhuma transformação. Assim, deixe haver uma aceitação do que você é – não condenação. Tudo o que você tem feito até agora, é simplesmente repressão. Tudo isso tem de ser liberado. Se você se torna conscientemente neurótico, um dia, você chegará a um ponto onde você não mais é neurótico.

     Isso pode parecer paradoxal, mas aqueles que reprimem suas neuroses tornam-se cada vez mais e mais neuróticos, enquanto aqueles que as expressam conscientemente, livram-se delas. Assim, a menos que você se torne conscientemente insano, você jamais pode se tornar mentalmente sadio.

     (...)

   E, para fazer essa catarse, você tem de abordá-la de um modo muito metódico, sistemático, porque se trata de torna-se louco com um método conscientemente louco.

   Você tem de fazer duas coisas: permanecer consciente do que você está fazendo e, então, não reprimir nada. Em nossas mentes, consciência significa supressão. Esse é o problema. No momento em que você se torna consciente de certas coisas em você, você começa a suprimi-las. Esta é a disciplina e isto tem de ser aprendido: ser consciente e não-supressivo, ser consciente e expressivo.

OSHO, Meditação a Arte do Êxtase, # 3