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Os
mestres
são
misteriosos
Estou
me
lembrando de
um
santo
chinês
que
estava celebrando o
dia
da
iluminação
de
seu
mestre.
Muitos
seguidores
vieram.
Eles
disseram: "Mas
nós
nunca
ouvimos
que
este
homem
era
seu
mestre!
Nunca
soubemos
que
você
pertenceu a
esse
homem!".
Aquele
velho
homem
já
havia morrido.
Eles
continuaram: "Somente
hoje
viemos a
escutar
e a
saber
que
você
está celebrando o
dia
da
iluminação
de
seu
mestre.
Esse
homem
era
seu
mestre?
Mas
como?
Nós
nunca
o vimos
com
ele?"
O
santo
respondeu: "Eu
estive
com
ele,
mas
ele
me
recusou.
Ele
se recusou a
ser
meu
mestre
e,
por
causa
dessa recusa,
eu
pude
me
tornar
eu
mesmo.
Tudo
o
que
sou é
devido
a
sua
recusa.
Eu
sou
seu
discípulo.
Ele
poderia
ter
me
aceitado;
então
eu
poderia
ter
jogado todas as
responsabilidades
em
seus
ombros.
Mas
ele
recusou; e
ele
era
o
último
homem.
Não
havia comparação.
Quando
ele
recusou,
eu
não
podia
ir
para
ninguém
mais,
porque
ele
era
o
único
refúgio.
Se
ele
havia me recusado,
então
não
tinha
sentido,
nenhum
propósito
em
ir
a
algum
lugar.
Eu
deixei de
procurar
alguém.
Ele
era
o
último.
Se
ele
tivesse
me
aceitado,
eu
poderia
ter
me
esquecido de
mim
mesmo.
Mas
ele
me
recusou. E recusou
muito
rudemente.
A recusa se tornou
um
choque
e
um
desafio.
E
eu
decidi
que
agora
não
poderia
ir
a
ninguém.
Se
este
homem
havia se recusado,
então
não
havia
ninguém
mais
que
valesse
buscar.
Então
comecei a
trabalhar
por
mim
mesmo;
e
somente
então
eu
compreendi
mais
e
mais
porque
ele
tinha
me recusado.
Ele
havia
me
atirado
para
mim
mesmo
e
somente
então
soube
que
ele
me
havia
me
aceitado. Do
contrário,
por
que
ele
teria me
recusado?".
Isso
parece
contraditório,
mas
é
assim
que
o
mecanismo
profundo
da
consciência
funciona. Os
mestres
são
misteriosos.
Você
não
pode julgá-los;
você
não
pode
ter
certeza
do
que
eles
estão fazendo a
menos
que
a
coisa
toda
aconteça.
Então,
somente
retrospectivamente
você
será
capaz
de
saber
o
que
eles
estavam fazendo.
Agora
é
impossível.
No
meio
do
caminho
você
não
pode
julgar
o
que
está acontecendo, o
que
está sendo
feito.
Osho, The Book of
the Secrets, V2, # 48
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