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SUCHNESS Amado
Osho, Há
uma palavra que freqüentemente me tem tocado muito profundamente. Só
se lembrar dela de vez em quando parece poder curar feridas, e traz
tranqüilidade e contentamento. Essa palavra é suchness.
Você poderia falar sobre suchness?
Esta
é uma das palavras mais significativas de todas as línguas. Ela surgiu
com Gautama, o Buda. A língua que Buda usava era o Páli. Ela está
morta; não é mais uma língua viva. Mas algumas de suas palavras eram
tão importantes, que permaneceram vivas em outras línguas. A palavra do Páli
correspondente a suchness... – porque suchness é apenas
uma tradução desta palavra; em Inglês nunca houve ninguém que tenha
usado esta palavra ou experienciado o sabor desta palavra. A palavra do
Páli é ‘tathata’. E,
devido à palavra ‘tathata’, um dos nomes de Gautama, o Buda,
é Tathagata. Ele foi o primeiro a usar essa palavra e a lhe dar
tanto significado e profundidade.
A palavra inglesa suchness traduz perfeitamente a palavra páli
‘tathata’. Se você compreender seu significado... apenas a
simples compreensão da palavra, certamente lhe trará uma grande cura,
um grande silêncio, grande paz. Mas tente compreender a partir de
Gautama, o Buda, porque ele é a fonte original desse significado.
(...)
A abordagem de Buda era
esta: “O que quer que aconteça, permita que aconteça, e aceite com a
totalidade do seu coração. É assim que a existência quer que seja.
Permaneça nessa atitude de suchness... tal é o desejo do todo,
e eu sou parte do todo; não posso ir contra o desejo do todo.”.
Certamente, se você
compreender isso, você terá um tremendo insight e isso será de
muita ajuda nas suas meditações.
Essa compreensão lhe ajudará a não resistir à existência, a
não lutar contra a corrente, mas a fluir com a corrente. Permita que o
rio lhe conduza ao oceano.
Sadhan, você está certo quando diz: “Há uma palavra que
freqüentemente me tem tocado muito profundamente. Só se lembrar dela
de vez em quando parece poder curar feridas, e traz tranqüilidade e
contentamento. Essa palavra é suchness.”.
Tente,
em momentos de perturbação, em momentos de dor, em momentos de
sofrimento. Nas noites mais escuras de sua vida, tente: “Tal é a
vontade da existência, e eu sou parte dela. Vou me relaxar com ela. Se
esta é a vontade do todo, assim será.”.
(...)
Assim, lembre-se – não como uma palavra, mas como um sentimento – suchness.
Então, não haverá nenhum ressentimento, nenhuma lamentação, nenhum
desejo de que as coisas sejam diferentes do que são. Surge uma tremenda
aceitação. Essa aceitação é a real e autêntica religiosidade. OSHO, The Razor’s Edge, # 9
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