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O
propósito
dos
grupos
de
terapia
é
levar
os participantes
para
seus
eus
naturais?
Se for
assim,
o
esforço
para
ser
natural
não
é
artificial?
Se
não,
qual
é a
diferença
essencial
entre
natural
e
artificial?
O
propósito
dos
grupos
de
terapia
não
é
levar
os participantes a
seus
eus
naturais
— de
modo
algum.
O
propósito
é levá-los ao
ponto
onde
possam
perceber
suas
artificialidades.
Ninguém
pode levá-lo a
seu
eu
natural;
não
pode
haver
método,
técnica
ou
estratégia
que
possa levá-lo a
seu
eu
natural,
pois
tudo
que
você
faça o tornará
mais
e
mais
artificial.
Então
qual
é o
propósito
de
um
grupo
de
terapia?
Ele
simplesmente
o
deixa
consciente
dos
padrões
artificiais
que
você
desenvolveu
em
seu
ser,
ele
simplesmente
o
ajuda
a
perceber
a artificialidade de
sua
vida,
isso
é
tudo.
Ao
perceber
isso,
a artificialidade
começa
a se
dispersar.
Percebê-la é aniquilá-la,
pois
uma
vez
percebido
algo
artificial
em
seu
ser,
você
não
pode
persistir
com
aquilo
por
muito
mais
tempo.
E ao
perceber
algo
como
artificial,
você
também
sentiu o
que
é
natural
—
mas
isso
é
indireto,
vago,
não
claro.
O
que
é
claro
é
isto:
você
percebeu
que
algo
é
artificial
em
você,
e
com
isso
você
pode
sentir
o
natural.
Ao
perceber
o
artificial,
você
não
pode apoiá-lo
mais.
Ele
existe
devido
a
seu
apoio
—
nada
pode
existir
sem
o
seu
apoio;
sua
cooperação
é
necessária.
Se você coopera,
algo existe. Certamente o artificial não pode existir sem a sua
cooperação. A partir de onde ele obterá a energia? O natural pode existir
sem a sua cooperação, mas o artificial não. O artificial precisa de
constante suporte, atenção e controle. Uma vez percebido que algo é
artificial, sua ligação a ele se torna frouxa, seu punho se abre
espontaneamente.
O
grupo
não
é uma
estratégia
para
abrir
o
seu
punho,
mas
simplesmente
para
ajudá-lo a
perceber
que
o
que
você
está fazendo
não
é
natural.
Nessa
própria
percepção,
a transformação.
Você
pergunta:
O
propósito
dos
grupos
de
terapia
é
levar
os participantes
para
seus
eus
naturais?
Não, este não é o
propósito. O propósito é simplesmente torná-lo consciente de onde você
está, do que você fez a você mesmo — que mal você fez continuamente, e
ainda está fazendo, que feridas você está criando em seu ser. Em cada uma
das feridas está sua assinatura — este é o propósito do grupo, torná-lo
alerta sobre a sua assinatura, perceber que ela é assinada por você, que
ninguém mais fez isso, que todas as correntes que você tem à sua volta são
criadas por você, que a prisão na qual você vive é o seu próprio trabalho;
ninguém está fazendo isso para você.
continua |