Todo mundo vive fugindo da solidão

Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Solitude é nossa própria natureza, mas não estamos cônscios disso. E por não estarmos conscientes disso, em lugar de ver nossa solitude como uma tremenda beleza e êxtase, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, nós a confundimos com solidão. Solidão é uma solitude mal compreendida. Uma vez que você confunde sua solitude com solidão todo o contexto muda. Solitude tem uma beleza e grandeza, uma positividade. Solidão é pobre, negativa, escura, desoladora.

E todo mundo vive fugindo da solidão. Ela é como uma ferida, dói. E para escapar dela, o único jeito é estar numa multidão, tornar-se parte da sociedade, ter amigos, gerar uma família, ter maridos e esposas, ter filhos. Nessa multidão o esforço básico é para que você possa se esquecer sua solidão. Mas ninguém jamais conseguiu esquecê-la.     

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Qualquer relacionamento que seja criado por causa do medo, por causa do inferno interior de se estar sozinho, não pode ser satisfatório. Sua própria raiz está envenenada. Você não ama sua mulher, está simplesmente usando-a para não estar só. Nem ela também o ama, pois ela está sob a mesma paranóia; ela está lhe usando para não se sentir só. Naturalmente em nome do amor. Qualquer coisa pode acontecer exceto amor; brigas podem acontecer, discussões podem acontecer. Mas mesmo tudo isso é preferido a estar sozinho. Ao menos alguém está aí, você se mantém ocupado. Você esquece sua solidão. Mas o amor não é possível porque não há fundamento básico para o amor. O amor nunca cresce com base no medo."

Osho, The Golden Future # 06